06/07/2014

Aportes -> como eu calculo

Bom, tendo em vista que o investimento principal que trato aqui no blog é para minha independêcia financeira, algo para ser atingido a longo prazo, hoje comentarei sobre minha política de aportes. Farei como um esquema ou invés de texto, pra ficar mais fácil de visualizar. É da seguinte maneira:
 
    - É o investimento mais importante, mais que a poupança para emergência, férias, reformas e tal, portanto, o último a ser sacrificado caso necessário.
    - O dinheiro investido não deve ser retirado por nada, salvo questões de saúde ou para garantir estudos do filho (esse investimento é mais importante - pra mim não adianta ser rico e pai de zé-ruela).
    - O aporte é recalculado sempre que minha entrada total de dinheiro é ajustada (salário, bolsa, aluguéis).
    - O recálculo é sempre para 10% do incoming.
    - Em caso de aumento no meu incoming, mas o recálculo fica menor que o aporte anterior, o aporte anterior continua. Se o incoming diminui, o recálculo é respeitado.
    - Faço correção pelo imposto de renda a partir do último recálculo, ou seja, nos dias de hoje, o aporte aumenta 0,53%/mês.
    - O dinheiro que entra extra é estudado pra saber quanto que vai pro aporte da independência financeira e quanto vai pra poupança de emergência (q eu faço em LFT).
    - A poupança de emergência é estimada a atingir R$50'000,00 e a partir daí, o aporte será incrementado com tudo que iria pra ela (não vejo a hora desse dia aparecer).


Duas coisas que avacalham quando se trata de tirar o lucro no fim do caminho são:
     - Imposto de Renda
     - Desvalorização pela inflação

O imposto de renda não tem jeito. Existem investimentos que incide imposto e outros que não há incidência. Minha carteira é levemente diversificada, portanto, pagarei IR para alguns investimentos (como já pago ao receber cupons de NTNF)
A desvalorização pela inflação a gente pode tentar contornar. O que fiz foi incidir a inflação mensalmente nos aportes. Pode não ser a salvação, mas no longo prazo dá um baita "tapa" nos rendimentos. No exemplo que se segue, imaginei que meu incoming não mudará nesses 30 anos, os aportes começaram em R$835,00 (atual 10% do meu incoming) e os rendimentos em 0,75% mensais, o que dá 9%/ano e o período é de 30 anos. A inflação calculada é de 0,53%/mês. Fiz com rendimento que não considero otimistas demais nem de menos, é um pouco menor que a LFT atual descontada de 15% de IR. Repare que grande que é a diferença no final dos 30 anos. Até os primeiros 10 anos, nem dá muita onda, mas a partir dali o pau quebra.

Só pra constar, o início não é com R$0,00, mas sim com R$5859,81.


No final dos 30 anos chefe, sem corrigir com a inflação teria R$1'701'811,38 e, corrigindo os aportes pela inflação, teria R$3'393'645,24. Muito melhor, não é?
O aporte que no início era de R$835,00, no final de 30 anos corrigidos seria R$5'858,97.

Que espetáculo!!!



Nenhum comentário:

Postar um comentário